sábado, 3 de setembro de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
UTILIDADE PÚPLICA - Coisas que ninguém conta pra gente!
| ||||||||||||||||||||||||
Parte inferior do formulári
quarta-feira, 6 de julho de 2011
AOS EVANGÉLICOS, ÚLTIMA REVELAÇÃO!!
Escrever
É de extrema urgência que as denominaçõe em geral, despertem e abram seus olhos para as bombásticas revelações a seguir. Como sabemos, o povo de Deus é um povo santo, que deve se distanciar (quando não se teletransportar para longe) de toda imundície e engodo preparados pelo inimigo. Com base na preservação de nossa superioridade e supremacia racial perante os "caídos", seguem as mais frescas revelações, que para facilitar, já colocamos como leis a fim de que nossa dura caminhada nesse mundo podre e cheio de moscas seja aliviada com as santas neo-doutrinas das igrejas evangélicas.
Que estas muitas outras igrejas, venham a se lembrar da simplicidade da mensagem que mudou o mundo:
" Venham vocês, que estão cansados e sobrecarregados, das tristezas, das preocupações e lutas, da vida, da falta de amor. Venham e Eu lhes aliviarei. Aprendam de mim, sou manso e humilde, aprendam da minha maneira, leve e suave. Filho, filha, um só mandamento resume toda a lei e os profetas. Ame a Deus sobre todas as coisas e a seu semelhante como a ti mesmo. Quanto a Mim, não preciso de mandamento para lhe mar, te amo demais, porque antes de tudo, (como revelei a um jovem chamando João), Eu sou o Amor".
Ray Evangelista
rRay Evangelista
OU É PECADO, OU É IMORAL, OU ILEGAL, OU ENGORDA!!
BOMBA!! Extra, extra!! As mais última revelações para exortação e crescimento dos evangélicos, em sua caminhada num planeta hostil.
Amado irmãos e irmãs, varãos e varoas,
É de extrema urgência que as denominaçõe em geral, despertem e abram seus olhos para as bombásticas revelações a seguir. Como sabemos, o povo de Deus é um povo santo, que deve se distanciar (quando não se teletransportar para longe) de toda imundície e engodo preparados pelo inimigo. Com base na preservação de nossa superioridade e supremacia racial perante os "caídos", seguem as mais frescas revelações, que para facilitar, já colocamos como leis a fim de que nossa dura caminhada nesse mundo podre e cheio de moscas seja aliviada com as santas neo-doutrinas das igrejas evangélicas.
1. LERÁS A BÍBLIA DE CABEÇA PARA BAIXO E DA DIREITA PARA A ESQUERDA !!! Ainda que pareça incoerente ou absurdo. Segundo a Enciclopédia (que ninguém sabe de onde veio e nem mesmo quem escreveu), os cristãos primitivos e ainda os que viveram em EMGABOB EUQ todos liam as escrituras de trás para frente e de cabeça para baixo. De fato, a prática ocidental de ler da esquerda para a direita (segundo a Enciclopédia) foi herdada da antiga Mesopotâmia, onde os sacerdotes do deus OTEBAFLANA faziam suas preces pagãs invocando tal deus, de maneira herética. Portanto irmãos, é com amor que vos exortamos. Se virem nos trinta, quando forem ler a Palavra, plantem uma bananeira e leiam de trás para frente. Caso contrário, ATENÇÃO!, demõnios estarão entrando de marcha a ré em suas casas, levando suas vidas 'a destruição total, sem a menor chance de algo "ir para a frente".
2) NÃO USARÁS VASOS SANITÁRIOS PARA FAZER NECESSIDADES!!
Irmãos, como Paulo afirmava. As coisas de Deus são loucura para o mundo, e vice-versa. Amados, não nos enganemos. Segundo a Enciclopédia, na Babilônia antiga, havia um deus em forma de fosso, com uma grande boca cheia d`agua, onde os fiéis depositavam suas oferendas para o mesmo. IRMÃOS!! Atentai!! Inconscientemente, ao utilizarmos o vaso sanitário, repetimos o mesmo ritual de 4785,6 anos atrás, honrando a um deus desconhecido. Conjuro-vos a retornar ao primeiro fedor, construindo a tradicional privada no fundo do quintal ou utilizando-se de fraldas descartáveis (as quais disponibilizamos para venda no link no final desse artigo). Ou então , em casos extremos, o crente deverá fazer nas calças, onde num "ato profético", suportará o fedor e a impregnação melosa como uma alusão 'a caminhada "santa" dos crentes num mundo imundo. Além de que tal ato caracteriza mais um sacrifício para se complementar o Sacrifício (que como sabemos), não foi completo, do Senhor Jesus.
3) NÃO ASSISTIRÁS A DESENHOS ANIMADOS COM AS SEGUINTES TERRÍVEIS ENTIDADES DIABÓLICAS:
Segundo a Enciclopédia, todos os personagens a seguir foram identificados como figuras de deuses de antigas civilizações. O simples fato de se parar para assistí-los, implicará em morte física e espiritual de específicos setores da vida do crente, a saber, veja abaixo maldições comprovadas na vida de irmãos que se arriscaram:
Pernalonga: sua plantação de cenoura apodrecerá e ... Cuidado, quando entrar numa cabine telefônica, o telefone pode ser uma dinamite acesa.
Zé Colméia: ação direta do espírito devorador na sua geladeira e fogão. Além disso
sonolência e preguiça constantes, sem contar uma possível opressão e freqüentes problemas com a polícia (simbolizados na figura do “Gualda” Florestal).
Bob Esponja: você passará anos tentando tirar sua carteira de motorista. Quando finalmente conseguir, vão descobrir que tem um rádio implantado no seu cérebro e que seu melhor amigo que não toma banho e não troca de cueca a anos, estava lhe passando a “cola”.
Zé Buscapé: Sua vida familiar e financeira serão um desastre. O irmão ou a irmã quando derem por si, vão se dar conta de que estão literalmente se comunicando através de gemidos inexprimíveis.
Irmãos e irmãs é importante termos a sabedoria e consciência de nossa posição como escolhidos. Faz-se necessário termos uma “ginga” e “velhaquice” santas, características inerentes já em muitos, para que possamos jazer jus a nosso santo Status. Algumas atitudes devem ser condenadas implacavelmente enquanto outras devem ser encaradas como normais, mesmo que nada faça o menor sentido na Palavra ou até mesmo na lógica racional.
Segue abaixo alguns nobres e mais altos exemplos da boa conduta a ser observada pelos verdadeiros crentes e seguidores da Palavra.
1) Ao crente jamais é permitido visitar um lar espírita para crianças com paralisia cerebral, tal ato significa BLASFÊMIA, afinal o jugo desigual é pecado praticamente IMPERDOÁVEL, e devemos nos manter limpos não nos contaminando com as heresias e falsas doutrinas que podem ser disseminadas pela oratória maquiavélica (?!) de tais crianças residentes em tal lar. (meu Deus...)
2) Porém é permitido balançar as cadeiras a noite inteira em boates comemorando a conquista de um título (do “Santos” Futebol Clube principalmente), nesse caso os irmãos (amados autodenomindados atletas de Cristo) não têm necessidade alguma de se preocupar se o dono da boate é espírita, satanista, comunista, capitalista ou corinthiano, fala mais alto a “comunhão” com os irmãos atletas do time que afinal de contas estão compartilhando o amor fraterno através do Rebolation.
3) Ao crente jamais é permitido mentir, ai daquele que mandar dizer ao telefone que não está. Arderá nas chamas eternas do inferno, pois o diabo é o pai da mentira. Contudo, atitudes como baixar música na Internet, comprar CD e DVD piratas , levar e pregar a Palavra através de rádio piratas, entre outras. Bom, tais atitudes (entre outras) são permitidas, sem nenhum problema ou ônus eterno. Vale lembrar também que no caso de se enviar divisas para o exterior, líderes dispõem de uma carta branca para poder se utilizar de doleiros e empresas de fachada. Afinal, estelionato é estelionato e mentira é mentira (não há menção da palavra estelionato no livro de Deuteronômio nem nos Dez Mandamentos)..
4) Devido ao fato de que um e-mail seria muito pouco para se destrinchar essa infindável lista de “podes” e “não-podes” para o povo evangélico, resumimos o quinto tópico da seguinte maneira: “O bom crente na verdade, deve circular e fechar trechos da Bíblia como verdades eternas e intocáveis e desprezar completamente outras, ainda que esteja se expondo (e em caso de líderes, expondo a suas ovelhas) ao completo ridículo.” Tudo isso, como falamos, parte necessária da complementação do Sacrifício(quase) completo do Senhor Jesus.
Como conclusão, podemos chegar ao lema (ou lei) máximo e mais nobre, standard sobre o qual devemos guiar nossas vida e condutas:
** CONSENTIRÁS QUE TUDO QUE É BOM, TUDO QUE TRAZ PRAZER CONSITUI-SE EM PECADO, OU SEJA, OU É IMORAL, OU É ILEGAL, OU ENGORDA.
Em outras palavras (ah sim, já ia me esquecendo, segundo a Enciclopédia), ao longo dos séculos e da história da raça humana, está mais do que comprovado que o que é bom é ruim, e vice-versa. Tal resignação e aceitação por parte do crente, se faz de extrema vitalidade para
seu crescimento espiritual e para cultivo de uma necessária imagem, turva e deturpada do que são os ensinamentos de Jesus para o mundo dos não-crentes.
Portanto, amados, varãos e varoas de fé, sigamos nessa árdua caminhada, no caminho estreito e cheio de proibições tão valiosas aos olhos da Enciclopédia e aos nossos próprios olhos e corações. Enquanto isso, não nos preocupemos com os olhos de Deus, com o seu coração e seu desígnio para uma criação que Ele tanto, tanto ama.
Refletindo na ironia proposital de todo este texto, convém mudar o tom e falar sobre a alta seriedade de todo esse assunto.
O movimento evangélico nasceu do sonho de se retornar ao Cristianismo puro e primitivo, uma nobre e bela proposta de se levar pessoas a um relacionamento de intimidade e amor com um Pai compassivo. Infelizmente, ao longo do tempo, parece inevitável que o homem siga criando normas e leis para tentar "controlar" a Deus e seus próprios medos.
O movimento evangélico nasceu do sonho de se retornar ao Cristianismo puro e primitivo, uma nobre e bela proposta de se levar pessoas a um relacionamento de intimidade e amor com um Pai compassivo. Infelizmente, ao longo do tempo, parece inevitável que o homem siga criando normas e leis para tentar "controlar" a Deus e seus próprios medos.
Graças a Deus pelas muitas igrejas que seguem sendo movidas pelo Amor, pelo cuidado e a preocupação de não impor a seus membros cargas e mais cargas além do que a própria vida nos presenteia. E que Deus possa tocar nas muitas outras (algumas bem intencionadas), que seguem numa caminhada de névoas, ignorando o caráter real de um Deus cheio de compaixão, que no fundo somente desejava que fôssemos como crianças, sem medos absurdos.
.rRay Evangelista
sábado, 2 de julho de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
A igreja do Psicopata de Realengo
Não é preciso repetir e é doloroso retomar o sofrimento e terror impetrados pela ação de um jovem pertubado, que tomado de surtos psicóticos, consumou mais um ato de brutalidade e truculência contra a vida de (pequenos) inocentes na cidade do Rio nesse ano de 2011.
A especulação de causas e motivos e o grito de por que são as reações menos exaltadas diante de inexplicável atrocidade. Na verdade qualquer resposta é inalcançavel e nos vemos limitados a meras cogitações. Seja como for, dentre todas as análises e dissertações, uma mais profunda me salta aos olhos.
O jovem Wellington Menezes, em meio a suas alternâncias de lucidez e bipolaridade, deixou indícios de onde talvez, pelo menos, ele esteve ao longo de sua vida, pedindo ajuda , buscando a cura para uma personalidade monstro, da qual a primeira vítima estaria sendo ele mesmo.
Wellington citara trechos bíblicos, falou de Deus, é fato que freqüentou a organização dos Testemunhas de Jeová, mas convenhamos, pela lógica, e atual conjuntura da realidade religiosa no Brasil, sim, o jovem Wellington mais do que provavelmente, esteve em algumas , ou muitas por que não, igrejas evangélicas.
Numa primeira instância, poderia se concluir que, bem, sim, ele visitou, esteve no meio evangélico, e se ainda assim, ele não se “salvou”, é porque ele não era “boa terra”, porque ele preferiu os “prazeres do mundo” a uma vida santa, dedicada a servir aos bons preceitos e doutrinas das igrejas onde esteve.
Sinceramente, acho essa uma explanação injusta e diria até cruel. Não pelo jovem, não o conheço, e talvez fosse mesmo verdade que ele não quisera seguir a Palavra em uma igreja.
Contudo, não seria absurdo, não seria irreal, se tudo que esse pobre jovem louco experimentou em suas empreitadas evangélicas, fosse algo completamente diferente ao que Jesus Cristo determinou para seus seguidores.
Convém sermos imparciais e realistas ao imaginar como teria sido cada contato dele, cada abordagem, cada demonstração do que é Cristianismo, segundo cada “vitrine” a qual recorreu.
Pode-se até mesmo traçar um roteiro, um pequeno relato (não irreal) de como tudo poderia ter ocorrido. Wellington, nascido de um lar problemático, com transtornos psicológicos, emocionais e por que não, espirituais, desde sua primeira infância, percebia um mundo distorcido e indiferente, às vezes cruel, tornando-o um anti-social e sociopata em potencial.
Ao decorrer dos anos, talvez, numa primeira vez, foi levado a um contato com o Evangelho, ali mesmo em uma igreja pequena, no seu bairro. Entrou, achou as canções bonitas, mas por que aquele homem gritava tanto? Por que falava tanto que sua bermuda o levaria para o inferno? Foram duas horas de muita gritaria, aquele homem de terno e gravata, na verdade, parecia ter raiva de algo. Wellington, em sua disfuncional percepção de realidade, se sentiu confuso, mas a raiva passada não era ruim, ele mesmo tinha muita revolta, e a imagem de um Deus furioso, pronto para aniquilar pecadores miseráveis lhe soava muito bem. Ali Wellington começava a construir a fundação de sua ideologia de ódio e raiva contra um mundo “dominado pelo mal”.
Dominado pelo mal, sim, a definição mais cabível diante do bullying de colegas de escola, diante da indiferença de garotas, diante da confusão em sua mente e diante da inexistência de alivio nos locais onde Wellington buscava ajuda.
Pouco tempo depois, Wellington teve mais um contato com uma igreja evangélica, ali não falaram de sua roupa, ou de seu cabelo, na verdade, um dos homens de gravata até lhe deu atenção, conversou, mas lhe deixou ainda mais confuso ao dizer-lhe que tudo que o mesmo necessitava para se curar e encontrar paz, era “dar seu tudo”, vender seus bens (se os tivesse), ira para a rua, vender água, enfim, no mínimo 1000 reais. Através de exemplos e citações descontextualizadas da Bíblia, o líder passou-lhe o antídoto para seu sofrimento.
Wellingotn ficou confuso. Já havia tentado trabalhar antes, mas sempre era humilhado, por sua mente lenta, por mais que se esforçasse, sempre algo saia errado, além de ser motivo de piadas o tempo todo, por ser calado, triste, deprimido. Como conseguiria tanto dinheiro?
Os meses e anos se passam, mais e mais contatos vão acontecendo com as diferentes doutrinas de igrejas. Dessa vez, Wellington esteve numa igreja bonita, cheia de gente bonita, carros caros no estacionamento, ele quase não entra, envergonhado com suas roupas simples, seu sapato Vulcabrás velho. Ali ele não foi mal recebido e a musica era de primeira qualidade. Porém, ele esperava ansioso, pelo mais importante. O que o homem de gravata iria falar, qual a solução que lhe dariam dessa vez?
O discurso começou e mais uma vez Wellington se viu confuso. Aquele homem não parava de dizer que “tem de se ganhar almas”. Que Deus nos criou para ganhar almas, que Deus está voltando, e ai daquele que não ganhar almas. Wellington perdeu a conta de quantas vezes escutou a frase “ganhar almas”. Em sua mente confusa, chegou a pensar que talvez houvesse uma loteria, um bingo, onde se pudesse “ganhar almas”, tal era a insistência do homem de gravata em que temos de ganhar almas. Mas uma vez, se viu frustrado, no fundo, ele pensava: ...”não ganhei nem minha alma, como vou ganhar a dos outros, e quem é Deus? estranho... Ele me criou só pra ganhar almas... não entendo... é para isso que existo simplesmente, para ser uma máquina de ganhar almas? Todos riem de mim, na escola, em casa, no trabalho... como vou ganhar suas almas?
Por último, Wellington conheceu os Testemunhas de Jeová, organização chamada de seita por muitos, com uma doutrina impermeada de polêmicas. Cristo não é Deus, segundo eles, pecado mortal doar sangue (é melhor deixar um filho morrer, do que cometer a atrocidade de lhe doar sangue, caso preciso). Cristo não morreu em uma cruz e o Espírito Santo é somente uma energia que flui de Deus. Bom, confusões e mais confusões doutrinárias a parte, infelizmente, Wellington se viu identificado com algo em tal organização e talvez ali desprendeu maior parte de seu tempo.
È sabido que desde sua fundação nos Estados Unidos, os Testemunhas de Jeová vivem em estado de ansiedade constante, aguardando a volta inesperada do “homem perfeito, o segundo Adão”, Jesus Cristo, para julgar o mundo e destruir todos os maus. No século 19, por várias vezes marcaram datas para essa volta, levando muitos ao desespero, a vender bens e tomar atitudes absurdas e inconseqüentes. Com os Testemunhas de Jeová, talvez, o golpe final numa mente enfraquecida, frustrada diante da ausência de resposta em tantas igrejas a que assistiu, ali infelizmente, aumentou ainda mais sua raiva e rancor do mundo e de todos e a imagem do Deus Jeová, que a qualquer momento iria abrir as nuvens e destruir implacavelmente todos os maus (especialmente os maus que tanto lhe humilhavam), foi a que mais lhe supriu e falsamente deu-lhe a impressão de preencher o vazio de uma alma triste e amarga demais.
Uma mente e alma doentes, alimentados pela confusão e religiosidade disfuncionais de algumas igrejas e seitas, fórmula eficaz e mortal para se criar uma tragédia...
Estudos demonstram que no mais profundo do coração de cada criança, existe um clamor por aceitação, aprovação. Algo mágico acontece quando um pai diz para seu menino: “Filho, papai é tão orgulhoso de você”. Ou quando um pai diz a sua menina: “Você sempre será minha filha favorita, eu te amo demais”.
È pena, muita pena, que o jovem Wellington, não encontrou um jovem Galileu, que andou pela terra há muitos séculos atrás. Que era terno, manso e humilde. Que falava com autoridade, mas falava com amor. Que reunia pequenos grupos e reunia multidões, mas que levava a todos uma mensagem simples, simples demais: Deus te ama amigo, o mundo pode dizer o contrário, os amigos, a família, a vida, todos às vezes são cruéis e injustos, mas Eu te amo. Venha, vamos fazer tudo novo, tudo de novo, vem, Eu sou sua paz, tudo o que mais quero, Eu somente te criei, para ser muito, muito feliz...
A mensagem do jovem Galileu continua a ecoar, a sussurrar nos corações, infelizmente, não numa parte muito grande das igrejas, mas graças a Deus ainda continua, numa parte menor. O triste é que infelizmente, nessa vida, muitas vezes, para alguns “Wellingtons” será tarde demais para se encontrá-las.
Ray Oliveira
domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
John Rawls: a justiça como equidade
Da mesma forma que cada pessoa deve decidir, através de uma análise racional, o que é que constitui o seu bem, isto é, o sistema de objectivos que lhe é racional prosseguir, também um conjunto de pessoas deve decidir, de uma vez por todas, o que é para elas considerado justo ou injusto. É a escolha que será feita por sujeitos racionais nesta situação hipotética em que todos beneficiam de igual liberdade - aceitando por agora que o problema colocado por escolha tem solução - que determina os princípios da justiça.
Na teoria da justiça como equidade, a posição da igualdade original corresponde ao estado natural na teoria tradicional do contrato social. Esta posição original não é, evidentemente, concebida como uma situação histórica concreta, muito menos como um estado cultural primitivo. Deve ser vista como uma situação puramente hipotética, caracterizada de forma a conduzir a uma certa concepção da justiça . Entre essas características essenciais está o facto de que ninguém conhece a sua posição na sociedade, a sua situação de classe ou estatuto social, bem como a parte que lhe cabe na distribuição dos atributos e talentos naturais, como a sua inteligência, a sua força e mais qualidades semelhantes. Parto inclusivamente do princípio de que as partes desconhecem as suas concepções do bem ou as suas tendências psicológicas particulares. Os princípios da justiça são escolhidos a coberto de um véu de ignorância. Assim se garante que ninguém é beneficiado ou prejudicado na escolha daqueles princípios pelos resultados do acaso natural ou pela contingência das circunstâncias sociais. Uma vez que todos os participantes estão em situação semelhante e que ninguém está em posição de designar princípios que beneficiem a sua situação particular, os princípios da justiça são o resultado de um acordo ou negociação equitativa. (…) Pode dizer-se que a posição original constitui o statu quo inicial adequado, pelo que os acordos fundamentais estabelecidos em tal situação são equitativos. Isto explica a propriedade da designação «justiça como equidade»: ela transmite a ideia de que o acordo sobre os princípios da justiça é alcançado numa situação inicial que é equitativa. Não decorre daqui que os conceitos de justiça e de equidade sejam idênticos, tal como também não decorre da frase «a poesia como metáfora» que os conceitos de poesia e de metáfora o sejam.
Na teoria da justiça como equidade, a posição da igualdade original corresponde ao estado natural na teoria tradicional do contrato social. Esta posição original não é, evidentemente, concebida como uma situação histórica concreta, muito menos como um estado cultural primitivo. Deve ser vista como uma situação puramente hipotética, caracterizada de forma a conduzir a uma certa concepção da justiça . Entre essas características essenciais está o facto de que ninguém conhece a sua posição na sociedade, a sua situação de classe ou estatuto social, bem como a parte que lhe cabe na distribuição dos atributos e talentos naturais, como a sua inteligência, a sua força e mais qualidades semelhantes. Parto inclusivamente do princípio de que as partes desconhecem as suas concepções do bem ou as suas tendências psicológicas particulares. Os princípios da justiça são escolhidos a coberto de um véu de ignorância. Assim se garante que ninguém é beneficiado ou prejudicado na escolha daqueles princípios pelos resultados do acaso natural ou pela contingência das circunstâncias sociais. Uma vez que todos os participantes estão em situação semelhante e que ninguém está em posição de designar princípios que beneficiem a sua situação particular, os princípios da justiça são o resultado de um acordo ou negociação equitativa. (…) Pode dizer-se que a posição original constitui o statu quo inicial adequado, pelo que os acordos fundamentais estabelecidos em tal situação são equitativos. Isto explica a propriedade da designação «justiça como equidade»: ela transmite a ideia de que o acordo sobre os princípios da justiça é alcançado numa situação inicial que é equitativa. Não decorre daqui que os conceitos de justiça e de equidade sejam idênticos, tal como também não decorre da frase «a poesia como metáfora» que os conceitos de poesia e de metáfora o sejam.
Assinar:
Postagens (Atom)



